sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Caminho de saída

«O pessimismo não reside no cansaço pelo mal, mas no cansaço do bem. (...) É quando, por qualquer razão, as coisas boas que uma sociedade tem deixam de funcionar que essa sociedade entra em declínio.»

(G. K. Chesterton, O Homem Eterno, Aletheia: 2009)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A passo com Deus

«Por vezes penso que a minha pressa se deve ao amor; mas Deus ama infinitamente mais do que eu e, no entanto, mostra-se menos impaciente.»
(Jacques Philippe, A paz interior, ed. Quadrante: 2006)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

A liberdade que Cristo nos ofereceu

«A lei (...) como "lógica de vida" (...) é perversa e conduz  à morte, pois contradiz a verdade da gratuidade da salvação e acaba por matar o amor.

Esta lógica (...) pode adotar diversas variantes:

a rígida piedade de quem faz tudo por "obrigação", como se tivesse uma dívida para pagar a Deus, quando Cristo na Cruz já redimiu qualquer dívida do homem a Deus, e o chamou para que devolva tudo por amor e agradecimento, não por causa de nenhuma dívida, ou por medo;

o temor de quem se sente sempre culpado e tem a sensação de nunca fazer o suficiente por Deus;

a mentalidade mercantilista do que calcula os seus méritos e mede os seus progressos, passando a vida à espera da recompensa de Deus, queixando-se quando as coisas não saem de acordo com as suas expetativas;

a atitude superficial de quem faz as coisas bem, com a sensação de estar "realizado", desanimando a seguir, ou revoltando-se, quando choca com os seus próprios limites;

a pequenez de espírito de quem mede tudo em função de prescrições (...): não faças, não gostes, não toques, em lugar de viver com o coração alargado pelo amor;

(...)

G. Klimt
A fonte da vida é a "lógica da Graça" que permite que o amor cresça. Trata-se de uma lógica de gratuidade, que é o único regime em que pode subsistir o amor. (...) O Amor de Deus é absolutamente gratuito: não se pode merecer, nem conquistar. Limitamo-nos a acolhê-lo pela fé. (...) Um amor recebido gratuitamente que nos convida a amar gratuitamente.

(...) Viver de acordo com esta lógica da Graça cura-nos do orgulho (as minhas obras não são boas por serem minhas, mas porque Deus me dá a possibilidade de as realizar), e da desesperança, pois sejam quais forem as minhas falhas, posso sempre levantar-me recorrendo ao amor absolutamente gratuito e incondicional de Deus.»

(Jacques Philippe, La libertad interior, Rialp: 2014)

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Jovens casais católicos falam de si

Aqui neste blogue, jovens casais falam da sua experiência no casamento, sexualidade e filhos. Refrescante!

A melhor parte

(...) "Pensemos no que o Senhor diz a Marta: «Preocupas-te com muitas coisas, mas de uma só tens necessidade», enquanto «Maria escolheu a melhor parte». Qual? «Ouvir o Senhor e fazer memória».

Eis por que «não se pode rezar todos os dias como se não tivéssemos uma história. Cada um de nós tem a sua. E rezamos com esta história no coração». Neste caso o modelo é Maria; e no entanto nós assemelhamo-nos mais a Marta, porque como ela «muitas vezes deixamo-nos levar pelos trabalhos, pelo dia-a-dia, pelas coisas que devemos fazer», e acabamos por esquecer a nossa história.

A história da «nossa relação com Deus» que «não começa no baptismo: neste dia é selada». Na realidade começa «quando Deus, desde a eternidade, olhou para nós e nos escolheu»."

(Papa Francisco, meditações, na Santa Missa, Capela da Casa de Sta Marta, Terça-feira 7 de Outubro de 2014)

terça-feira, 7 de outubro de 2014

simples ...

«A oração, quer o saibamos, quer não, é o encontro da sede de Deus com a nossa. Deus tem sede de que nós tenhamos sede d'Ele»

(George Weigel,  A Verdade do Catolicismo, Bertrand Ed., 2002)

Os pés na terra

(...) «Deus torna-se íntimo ao homem e penetra, cada vez mais profundamente, em todo o mundo humano.

Deus uno e trino, que «existe» em si mesmo como realidade transcendente de Dom interpessoal, ao comunicar-se no Espírito Santo como dom ao homem, transforma o mundo humano, a partir de dentro, a partir do interior dos corações e das consciências.

Neste caminho, o mundo, participante do Dom divino, torna-se — como ensina o Concílio — «cada vez mais humano, cada vez mais profundamente humano», ao mesmo tempo que, nele, vai amadurecendo, através dos corações e das consciências dos homens, o Reino no qual Deus será definitivamente «tudo em todos» (...)

(...) importa conseguir que um número cada vez maior de homens «possam encontrar-se plenamente... através do dom sincero de si».

Trata-se, pois, de fazer com que, sob a acção do Espírito-Paráclito, se realize, no nosso mundo, um processo de verdadeiro amadurecimento na humanidade, na vida individual e na vida comunitária; foi em ordem a isso que o próprio Jesus, «quando pedia ao Pai "que todos sejam um, como eu e tu somos um" (Jo 17, 21-22)

... nos sugeriu que existe uma certa semelhança entre a união das pessoas divinas e a união dos filhos de Deus na verdade e na carídade».

(João Paulo II, Carta Encíclica Dominum et Vivificantem, Roma, 18 de Maio de 1986)